Archive for the ‘Geral’ Category

Brasil Campeão! Virada espetacular sobre os EUA!

01/07/2009

Já estou de volta ao Brasil, pessoal!

Vou continuar postando coisas sobre a África do Sul por aqui — com vistas a informar e ajudar quem estará na Copa do Mundo no ano que vem!

Vejam o gol do Lucio filmado por mim, atrás do gol do Tim Howard — bem próximo ao campo.

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Educação: Universidade sul-africana planeja parcerias com escolas brasileiras

28/06/2009

Universidade de Pretória planeja parcerias com universidades brasileiras

Thiago Pereira*

Johanesburgo

O Gordon Institute of Business School (GIBS), organização de ensino ligada à Universidade de Pretória, que é uma das mais prestigiadas da África do Sul, pretende, a partir de setembro, iniciar um ciclo de parcerias com universidades brasileiras. O projeto está em curso e prevê a ida de 30 a 40 estudantes de MBA do GIBS para estudar e complementar suas formações acadêmicas – e profissionais – no Brasil. Ainda não foram definidas as escolas que receberão os intercambistas sul-africanos.

Baseado em Johanesburgo, a maior cidade da África do Sul, o GIBS foi fundado em 2000 com o objetivo de reunir estudantes e profissionais com potencial para se tornarem referências em suas áreas. A escola oferece diversos tipos de programas de MBA, com foco em negócios, estratégia, planejamento e liderança. Ademais, a instituição desenvolve pesquisas e estudos que visam a auxiliar a África do Sul em seu processo de crescimento e construção de uma marca global.

Para Nick Binedell, Diretor do Gordon Institute of Business School, “essa parceria com o ensino superior brasileiro se constitui em um grande passo para o incremento da relação entre os 2 países na seara de educação”. Binedell ainda reforça que, além do Brasil, por ser um país que possui desafios semelhantes, como a organização da Copa do Mundo, segurança pública e saúde, Índia, Rússia e China, nações que também fazem parte do BRIC, são modelos a serem seguidos em algumas áreas e estratégias. Na mesma linha de pensamento, Paul Bannister, CEO do International Marketing Council of South Africa – IMC, em palestra realizada ontem em Johanesburgo, sugere “a aproximação entre os países do BRIC e a África do Sul, na medida em que o país está crescendo e se tornando mais competitivo globalmente”.

Binedell acredita que a parceria com o Brasil será bem-sucedida e indica que pretende receber estudantes brasileiros nas universidades da África do Sul também – notadamente no GIBS e na Universidade de Pretória. Segundo ele, “a realização desses intercâmbios será um fato muito relevante para as agendas internacionais de ambos os países”.

Em 2004, a África do Sul começou a reformar o seu sistema de ensino superior, fundindo e incorporando pequenas universidades em instituições maiores, e chamando de “universidade” a todas as instituições de ensino superior (anteriormente existiam diversos tipos de instituições). As principais escolas de ensino superior da África do Sul são (além das já citadas): Universidade da Cidade do Cabo e Universidade de Stellenbosch – na capital do Parlamento; Universidade do Witwatersrand e Universidade de Johanesburgo.

*Viajou a convite da Brand South Africa para participar do International Media Tour.

–> material também será publicado no Jornal do Brasil.

Os desafios do 4º Parlamento Sul-Africano a caminho de 2010

26/06/2009

Thiago Pereira*

Cidade do Cabo

Jacob Zuma foi eleito, em maio último, o quarto Presidente da República e Chefe do Executivo da África do Sul pela recém-eleita Assembléia Nacional. Zuma tem um passado de muitas histórias, polêmicas e desafios — foi acusado de estupro em 2005, porém acabou sendo absolvido; travou uma longa batalha judicial contra acusações de estelionato e corrupção, depois de seu assessor financeiro, Schabir Shaik, ter sido condenado por corrupção; foi punido por conspirar para derrubar o governo e, assim, ficou por dez anos na prisão — Nelson Mandela e outros líderes do ANC (Congresso Nacional Africano) também ficaram presos em Robben Island. E até o fim de seu mandato, em maio de 2013, ele terá que transpor barreiras também muito complexas em variados setores da administração pública, apesar do desenvolvimento do país nos últimos anos.

Apesar dos avanços na seara de infraestrutura, notadamente em face da Copa do Mundo de 2010, o país ainda reconhece a necessidade de melhoria em algumas áreas. Sede de um dos maiores eventos esportivos do planeta, a África do Sul enfrenta um acelerado processo de modernização, todavia, ainda carece de soluções definitivas para as questões de saúde (AIDS, principalmente), acompanhadas dos gargalos habitacionais, das moradias informais, e segurança pública. Sobre isso, o Secretário do Parlamento Sul-Africano, Michael Coetzer, durante palestra do International Media Tour, destacou: “é importante que a Copa deixe um legado positivo para o País. E não somente em infraestrutura, telecomunicações. Mas em todos os sentidos”.

O crime é um tema muito sério, especialmente o crime violento. Mas o governo, em todas as suas instâncias – local, provincial e legislativa, vem trabalhando no sentido de mitigar o problema — em 2007 e 2008, por exemplo, foram investidos mais de 4 bilhões de dólares para a compra de novas viaturas, helicópteros, laboratórios de perícia e equipamentos para centros de comando montados em áreas estratégicas. Até 2010, o montante direcionado para tentar diminuir os índices de violência aumentará em 40%. E Jacob Zuma conta com o apoio do NICRO (Instituto Nacional de Prevenção ao Crime e Reintegração), que é uma organização não-governamental fundada em 1910, cujo principal objetivo é lutar pela ruptura dos ciclos de criminalidade na África do Sul. Segundo a Presidente da instituição, Soraya Solomom, “nos últimos anos, eles têm conseguido o mais importante: reintegrar criminosos à sociedade, por meio de ações culturais, palestras e atividades profissionais”. Ela complementa com um dado: “num universo de aproximadamente 47 milhões de habitantes, há apenas 164 mil pessoas presas nas cadeias do país todo.” Fato é que, apesar da diminuição dos índices de criminalidade e dos maciços investimentos, ainda é preciso correr contra o tempo, já que milhares de turistas estarão por toda a África no ano que vem.

No seu discurso de posse, Zuma manifestou sua vontade de iniciar um novo ciclo das relações entre o governo e a oposição. Declarou o interesse de liderar a nação pela via da fraternidade, da cooperação, da unidade e do desenvolvimento mais acelerado. O novo presidente estabeleceu, além da saúde e da segurança pública, como prioridades de seu mandato a educação, reforma agrária, desenvolvimento rural e o emprego.

As outras prioridades do país, e, principalmente, das cidades que receberão jogos da Copa, ficaram claras também no discurso da Coordenadora do Comitê Organizador da Copa do Mundo da Cidade do Cabo, Laurine Platzky, durante outra conferência do International Media Tour. Em sua exposição, ela explicou: “não podemos apenas pensar em 2010 e em áreas-chave como infraestrutura e logística. Nossa preocupação e ações também se direcionam às questões de meio ambiente, economia, turismo, geração de empregos, educação, desenvolvimento industrial, coesão social, cultura. Temos de maximizar os benefícios públicos e estendê-los a toda população”.

Até o fim dessa semana, em sessão no Parlamento, na Cidade do Cabo, Jacob Zuma deve fazer uma apresentação sobre o orçamento de seu governo. A expectativa é que seja aprovado, dado que ele detém maioria na casa legislativa – 66% dos 400 membros da Assembléia Nacional. Assim, a oposição – Aliança Democrática –, apesar de seu fortalecimento, nesse caso, não poderá fazer frente aos votos do ANC. E ainda se leve em conta o fato de Zuma pregar um governo de união e de mais cooperação com seus opositores.

A eleição do novo presidente da África do Sul marcou o início do que os africanos chamam de “Quarto Parlamento” – isto é, desde o fim do Apartheid, quando em 1994 houve as primeiras eleições multirraciais no País, com a vitória de Nelson Mandela, foram escolhidas, de acordo com a porcentagem de votos dos partidos, 4 Assembléias Nacionais. O antecessor de Jacob Zuma foi Thabo Mbeki.

Jeremy Gordin, renomado jornalista local e editor associado do “The Sunday Independent”, e que acaba de lançar uma biografia não autorizada sobre o Presidente da República, relata um diálogo com Zuma para retratar a importância da eleição dessa figura histórica para os sul-africanos. Questionado sobre se gostaria de conceder entrevistas para a posterior composição de um livro, Jacob Zuma rebateu: “Por que alguém escreveria sobre mim? Não sou uma pessoa importante. Não sou um homem de negócios. Não sou de família real”.

As respostas de Gordin estão nas 307 páginas de seu livro “Zuma – Uma Biografia, que conta toda a trajetória desse político do ANC, que perpassou muitos obstáculos para galgar o posto mais alto da nação, a qual ele classifica como notável, com um povo muito especial. Gordin ainda conclui: “Zuma é genial e um homem sorridente. Mas é igualmente experiente, cauteloso e, às vezes, impetuoso. E politicamente sofisticado, especialmente no mundo da ação”.

*Viajou a convite da Brand South Africa para participar do International Media Tour.

–> Material também publicado no Jornal do Brasil.

E as vuvuzelas fazem o barulho do silêncio! Brasil na final!

25/06/2009
Não deu para a prancheta de Joel...

Não deu para a prancheta de Joel...

Não deu para a África do Sul. E quase todos os sul-africanos com quem conversei na Cidade do Cabo e aqui em Johanesburgo (onde cheguei hoje) não acreditavam. Já esperavam por Brasil e Espanha na final. Até, depois da surpresa dos EUA, tiveram algum suspiro de esperança, mas não deu.

Apesar de terem feito uma bela partida, com um time bem armado e organizado, os Bafana Bafana, treinados por Joel “Prancheta” Santana, esbarraram em sua própria falta de talento. Tiveram chances, é verdade. Mas falta-lhes poder de decisão. Tocaram bem a bola. Defenderam-se. Até que, num dia sem inspiração dos principais jogadores brasileiros, o talento apareceu. Em belíssima cobrança de falta, Daniel Alves, um a zero. E ponto final.

Saliente-se que Dunga teve uma “estrela” enorme, já que substituiu André Santos — até então, era o melhor jogador do time, tendo feito um ótimo primeiro tempo –, e o jogador baiano do Barcelona que entrou em seu lugar decretou a queda dos “boys” sul-africanos. O técnico brasileiro deveria ter tirado, àquela altura, o Ramires — que também não estava bem no jogo. Enfim, deu certo. Brasil e Estados Unidos na final. Estarei lá no estádio!

As notas:

Julio Cesar: duas ótimas defesas. Uma que o juiz não viu e aquela salvadora na bola que desviou no Luisão. 8.

Luisão: inseguro. 5,5.

Lucio: ótimo. 7.

André Santos: o melhor do time. Sua melhor partida pela seleção. Está convencendo Dunga de que tem de ficar.

Gilberto Silva: a burocracia de sempre. Mas é homem de confiança de Dunga. Fica com 6.

Ramires: hoje apagado. 5,5. Pelo menos correu.

Kaká: longe daquele que conhecemos. Ao menos, tentou algumas jogadas. 6.

Robinho: péssimo. Não acertou nada hoje. 4.

Luiz Fabiano: a luta de sempre. Faltou-lhe técnica hoje. 6.

Daniel Alves: 8 pelo gol.

Dunga: mexeu mal. Demorou para mexer. Mas acertou. Paradoxalmente fica com 8. Está fazendo um trabalho, apesar das vuvuzelas brasileiras continuarem a soar em seus ouvidos.

Ainda escuto algumas vuvuzelas (cornetas) tímidas aqui do hotel. Amanhã, aqui em Johanesburgo, deve-se ouvir o barulho do silêncio. Um gol aos 88 para entristecer os alegres sul-africanos…

Fazer o quê?! Brasilllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll!

Partindo para Johanesburgo! Dicas sobre Cape Town para quem virá à Copa ano que vem!

24/06/2009
Mandela!

Mandela!

Parlamento -- com vista para Table Mountain -- tempo fechado!

Parlamento -- com vista para Table Mountain -- tempo fechado!

No Parlamento. Hoje assisti à sessão na qual o Presidente da República, Jacob Zuma, discursou.

No Parlamento. Hoje assisti à sessão na qual o Presidente da República, Jacob Zuma, discursou.

Robben Island Museum. Mandela ficou preso por anos nessa ilha!

Robben Island Museum. Mandela ficou preso por anos nessa ilha!

Baía da Mesa -- em dia de muito frio!

Baía da Mesa -- em dia de muito frio!

Greenpoint Stadium!

Greenpoint Stadium!

Table Mountain vista de Waterfront!

Table Mountain vista de Waterfront!

Waterfront!

Waterfront!

Caros,

amanhã pela manhã parto da Cidade do Cabo para Johanesburgo. Assim, nesse último post daqui, a ideia é deixar um legado para quem virá à Copa no ano que vem. Nas linhas seguintes, tentarei falar um pouco sobre o clima, organização, povo, culinária, pontos turísticos, compras, etc.:

infraestrutura: boa. E a cidade está em reforma — canteiro de obras. Obras nos metrôs, trens, rodovias, ruas, aeroporto. Creio que estará à altura. Tem ótimos hotéis.

compras: uma boa opção é ir à região de V & A Waterfront, na qual há inúmeras lojas que vendem souenirs e produtos locais. Em face da Copa das Confederações e da Copa, os preços tendem a ficar mais altos — como achei em alguns lugares nesses dias por aqui.
Outra opção interessante é o Wharff Victoria, também em Waterfront. Há ótimas lojas e lá você pode comprar tanto em lojas grandes quanto em lugares pequenos, mais acessíveis.

Clima: durante os 5 dias aqui em Cape Town, foram 2 dias de tempo bom, com céu azul — o que favoreceu a vista e o acesso à Table Mountain e 12 Apóstolos — Lions Head também.
E 3 dias de muito frio, com temperaturas entre 6, 7 graus e 10 graus. Nesses 5 dias a máxima deve ter sido de 15 a 19, 20. Assim, quem vier à Copa, prepare os casacos, as luvas, os gorros e os cachecóis. Faz frio aqui! De verdade. Tem um vento forte que quando bate, você precisa se segurar para não ser arrastado. Não é brincadeira não!
Quando o tempo está ruim não é aconselhável fazer as visitas de Robben Island e Table Mountain.

Culinária: é parecida com a do Brasil — salvo a diferença da pimenta. Tudo tem pimenta. Você pode encontrar por aqui arroz (sem sal e a única coisa que não colocam pimenta praticamente; carne com batatas; frango com curry; bastante frutos do mar; fish and chips (por influência inglesa); saladas; bolinhos de carne; entre outras coisas típicas. Em geral, comem muita carne. Para quem gosta de pimenta, é um prato cheio. Para quem não gosta, dá para se virar. O vinho também é padrão por aqui. Recomenda-se (não eu recomendo!) o Sauvignon Blanc e o Pinotage.
Para experimentar a culinária local, vá ao Café África, que não fica muito longe de Waterfront.
O café-da-manhã nos hotéis é continental.

População: educada, alegre. Estão sempre sorrindo e prontos para ajudar os estrangeiros. Uma coisa que podem fazer o teste é parar na faixa de pedestres ou quando estiver nela, atravessar sem olhar para os lados. Aqui, os educados sul-africanos param nas faixas, sempre que há alguém pronto para atravessar a rua. Igualzinho ao que ocorre no Brasil, Índia, China…
Como registro, às vezes, dá um sentimento de medo ao andar nas ruas, principalmente no fim do dia — quando já estão mais vazias. á muita gente pedindo dinheiro, esmola…

Pontos turísticos: V & A Waterfront; Table Mountain; 12 Apóstolos; Greenpoint Stadium; Aquarium; Robben Island; Robben Island Museum; Clock Tower; Parlamento; Assembléia Nacional; Estádios do Ajax e do Santos — times locais de futebol; Vinícolas (Somerset West e Stellenbosch); Riviera; Castelo da Boa Esperança. Para quem gosta de surf de ondas gigantes, Dungeons fica a uns 15 km daqui.

TV: prepare-se para assistir muito rugby e cricket.

Moeda: Rand. 1 US$ = 8 Rands, aproximadamente.

É isso, meus amigos. Vou postar umas fotos na sequência.

Valeu pelos acessos e comentários até aqui! Obrigado!

Vai, Brasil — amanhã contra o time de Joel “Prancheta” Santana! Estou tentando conseguir ingresso junto à organização ainda. Ora, tenho apenas para a final!

BRICSA: Brasil, Rússia, Índia, China e…África do Sul!

24/06/2009
Foto tirada hoje -- Navio brasileiro ancorado na Baía da Mesa, próximo ao Water Front V & A, na Cidade do Cabo -- parte do projeto de cooperação do IBSA.

Foto tirada hoje. Navio brasileiro ancorado na Baía da Mesa, próximo ao Water Front V & A, na Cidade do Cabo -- parte do projeto de cooperação do IBSA.

IBAS aproxima interesses dos 3 países em assuntos globais

Índia, Brasil e África do Sul, desde a formação do Grupo, têm intensificado suas relações comerciais e de cooperação mútua

Thiago Pereira*
Cidade do Cabo, África do Sul

Em 2003, o Brasil lançou as bases de uma união política e econômica com Índia e África do Sul, em uma reunião no Itamaraty. Estabelecido em junho do mesmo ano pela “Declaração de Brasília”, o IBAS – sigla para Índia, Brasil e África do Sul – é um mecanismo de coordenação entre três países em crescimento, três democracias multiétnicas e multiculturais, que estão determinados a redefinir sua posição no mundo, a unir vozes em temas globais e a contribuir para a construção de uma nova agenda internacional. Para o futuro, é possível a criação de uma área de livre comércio entre Índia, Mercosul e a SACU (União Aduaneira do Sul da África).
Segundo Paul Bannister, CEO do International Marketing Council of South Africa – IMC, entidade que visa a promover ações para melhorar a imagem da África do Sul, durante a abertura do International Media Tour, que está sendo realizado nas cidades de Johanesburgo e Cidade do Cabo entre os dias 21 e 28 de junho, “a África do Sul deve e tem condições de transformar o BRIC em BRICSA” – fazendo alusão à entrada do país africano no Grupo. Bannister complementa: “o IBAS, então, é o início e o caminho a ser seguido para atingir esse objetivo”.
Para o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “não é possível falar em relações Sul-Sul sem mencionar essa aliança. Ela é identificada como a união de grandes democracias do Sul, um espaço de cooperação entre países emergentes”. Lula já é considerado decano no IBAS, dado que é o único Presidente que está envolvido no processo desde o início.
Tendo encerrado seu primeiro ciclo de Cúpulas de Chefes de Estado e de Governo em outubro de 2008, com um evento na Índia, em Nova Délhi, nota-se que o IBAS passou a ser o guarda-chuva de inúmeras iniciativas diplomáticas e em setores variados da Administração Pública.
Já foram assinados e encontram-se em fase de ratificação oito instrumentos, nas áreas de: Transporte Aéreo – a África do Sul planeja iniciar operação de vôos regulares para a Argentina, com intenção de estreitar seu relacionamento com a América do Sul, e não apenas com o Brasil; Navegação Mercante e Transporte Marítimo; Sociedade da Informação; Agricultura; Combustíveis – há um acordo sobre Biocombustíveis; Administrações Aduaneiras e Tributárias; e Turismo. Segundo o Departamento de Assuntos Internacionais do Governo da África do Sul “a expectativa é que todos os textos e documentos produzidos, aprovados ou em curso de aprovação, sejam acompanhados de ações efetivas dos 3 países”.
Atualmente o IBAS é reconhecido como um bloco internacional multirregional e que serviu como base para ações mais incisivas da diplomacia brasileira no verdadeiro campo que interessa ao Brasil: o comércio exterior. O IBAS, que ajudou a dar o empurrão inicial na criação do G-20, grupo de países em desenvolvimento que são grandes produtores e exportadores de alimentos, transformou-se em um dos mais relevantes interlocutores na OMC. A Rodada de Doha, por exemplo, foi pauta principal da Cúpula de Nova Délhi.
Os três países que compõem o Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul pretendem ampliar o comércio entre si de uma média anual de US$ 8 bilhões para US$ 15 bilhões nos próximos 2 anos. E o fato das duas próximas Copas do Mundo de futebol (2010 e 2014) terem como sede Àfrica do Sul e Brasil contribui para esse marco, já que os países terão de investir em áreas-chave, como infraestrutura, logística e comunicação. Para Yusuf Omar, Cônsul-geral da África do Sul em São Paulo, “a Copa de 2010 é a oportunidade de acelerar o crescimento e o desenvolvimento, mostrar o país e o continente ao mundo, estimulando novos empreendimentos”.
Os resultados das ações empenhadas pelo Grupo começam a aparecer. O significativo crescimento das exportações brasileiras entre os anos de 2002 e 2008 – de cerca de US$ 60 bilhões para mais de US$ 160 bilhões – decorreu, principalmente, do incremento das vendas para países em desenvolvimento. Esse grupo comprou, em 2005, 53% das exportações do Brasil, contra apenas 43% em 2002. Para a Índia, as exportações passaram de US$ 653 milhões em 2002 para US$ 1,13 bilhão aproximadamente nos últimos anos; para a África do Sul, de US$ 477 milhões para US$ 1,36 bilhão.
A intensificação do relacionamento comercial entre os países será, dentre vários assuntos, certamente, um dos tópicos de maior destaque da quarta edição da Cúpula de Chefes de Estados do IBAS, que ocorrerá em 8 de outubro, em Brasília. Antes, porém, na segunda semana de julho, no Rio de Janeiro, haverá um encontro preparatório do IBAS.

*Viajou a convite da Brand South Africa para participar do International Media Tour.

–> artigo também publicado em 23/06/09 no Jornal do Brasil.

12 Apóstolos! E não é tópico religioso…

22/06/2009
12 montanhas alinhadas com vista para a Baía da Mesa.

12 montanhas alinhadas com vista para a Baía da Mesa.

Caros,

hoje estive quase o dia todo no Parlamento da África do Sul, onde acompanhei 3 palestras, a saber: i) novo governo da África do Sul e funcionamento do Poder Legislativo por aqui; ii) violência e segurança pública — talvez o grande calcanhar de aquiles para a Copa de 2010; iii) preparação da Cidade do Cabo para receber a Copa.

Em breve escreverei sobre isso com detalhes.

Agora, fiquem com a foto dos 12 Apóstolos…e não se trata de catedral, igreja…nada disso! Estive por lá no fim do dia para um compromisso oficial da programação do evento!

Volto logo!

Copa das Confederações: Bafana Bafana e Brasil na semi!

21/06/2009

Hoje assisti aqui na Cidade do Cabo a vitória do Brasil sobre a Itália (o jogo foi em Pretória — vi pela TV). O time de Dunga jogou muitíssimo bem. Time organizado, contra-ataques fulminantes, trocas de passes. E os talentos individuais em ação! Destaque para Luiz Fabiano!
André Santos no lugar de Kleber deve(ria) virar rotina. Ramires no de Elano também.

Agora teremos o confronto que o sul-africanos queriam ver: Brasil X África do Sul. Na outra semifinal, Espanha X Estados Unidos (que estavam praticamente eliminados!).

É a chance de Joel “Prancheta” Santana, que vem sendo muito contestado pela imprensa local, provar que deve ficar à frente dos Bafana Bafana.
Tive uma informação, de uma pessoa ligada ao Governo do País, de que Joel pode mesmo sair após a Confederations Cup.

Se bem que por aqui a torcida está mais focada nos jogos de Rugby entre os Lions (que são os melhores jogadores do Reino Unido) e os Springboks — como é chamado o time da África do Sul. O time africano venceu a primeira de uma série de 3 jogos. Esse é o evento máximo do rugby. Hordas de britânicos estão aqui para acompanhar. E é rugby o dia inteiro na TV.

Estarei em Johanesburgo para uma provável final entre Brasil e Espanha.

Amanhã volto com mais notícias. Passarei parte do dia no Parlamento aqui na Cidade do Cabo — lembrando que a África do Sul tem 3 capitais. Cape Town = Legislativa; Pretória = Executiva; e Bloemfontein = Jurídica.

PS: hoje ainda participei da abertura do International Media Tour, evento do qual estou participando. Ao longo da semana farei um post apenas sobre isso, incluindo aspas da palestra de Paul Bannister, CEO do International Marketing Council of South Africa — IMC.

Comentem!

Montanha da Mesa!

20/06/2009
Tenho ou não tenho razão sobre a vista/paisagem...

Tenho ou não tenho razão sobre a vista/paisagem...

1o post diretamente da Cidade do Cabo!

20/06/2009

Caros amigos,

cheguei hoje por volta das 12h00, horário local, aqui na Cidade do Cabo. Fiz escala em Johanesburgo. Os voos foram tranquilos — ufa!
Pelo que vi dos 2 aeroportos, ainda falta muito para estarem à altura de recepcionar a horda de torcedores que aqui estará para a Copa do Mundo. Principalmente o de Cape Town — que é acanhado, pequeno — e está todo em obras. Aguardemos.

Ao chegar em Cape Town, quando estamos sobrevoando a cidade, realmente se tem uma das melhores vistas do mundo. A Table Mountain ou Montanha da Mesa é impressionante. Seu gigantismo e forma, adornados pelo platô formado pela ação dos ventos e da chuva, combinam um dueto perfeito com as recortadas baías. A cor da água, verde/azul, é de encher os olhos. Não é à toa que a referida Montanha foi citada nos versos de Fernando Pessoa.

Para além disso, minhas primeiras impressões sobre a Cidade do Cabo foram boas. População educada e alegre; trânsito organizado (ainda que hoje fosse sábado) — se você está faixa, os carros param para você atravessar; centros comerciais suficientes; paisagens ótimas; cidade moderna. Ressalva negativa é o fato de que há muitos pedintes nas ruas.

A cidade tem 3,5 milhões de habitantes e é um importante pólo comercial e industrial do país. Tem um dos mais relevantes portos da África. A economia baseia-se nos setores de refinação de petróleo, automóveis, alimentos, químico, têxtil e construção naval.

O estilo da cidade, embora moderno, é também colonial e traz charme para seus edifícios. Em face da colonização inglesa, a mão do trânsito o é assim. Há grandes highways pela cidade e um complexo beira-mar de respeito — chama-se V&A Water Front. Neste local há muitos artistas performáticos nas ruas. Belo visual, com pier, barcos, etc.

Cape Town não recebeu/não receberá nenhum jogo da Copa das Confederações. Talvez por isso o pessoal por aqui esteja mais interessado em cricket, golf e rugby. Mesmo no hotel tive de implorar para que colocassem na partida entre Espanha e África do Sul. Não vi nenhuma TV de nenhum estabelecimento sintonizada no canal da partida. Deu Espanha — e podemos ter Brasil e África do Sul na semifinal. Aí acho que eles se interessarão!

Por ora, é isso!

Amanhã, se o tempo permitir, volto com mais notícias. Acompanhem e obrigado!